segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Personnel

Em vista de uma experiência diferente com blog, ora venho partilhar coisas pessoais; uma fuga ao hábito vez em quando é sempre bom, afinal.
Pois bem, no dia de hoje, encerram-se algumas angústias e já entro em preparação — física, psicológica, cognitiva e espiritual — para outras tantas por virem. É que amanhã efetivamente recomeça o semestre letivo para mim à la fac, e regresso enfim àquele ritmo extenuante que tanto me desgastou na primeira metade do ano. Porém dessa vez há um agravante a somar-se à minha sacra rotina de todo dia: estágio. Em contagem regressiva de uma semana, a começar hoje, ponho-me.
Por outro lado, estou muito optimiste também à cause du cours de français. Nosso conteúdo agora é sobre mídia, meios de comunicação, imprensa etc. Estou chez moi! ;D
Num clima de serenidade e meditação, "Mon amie, la rose" é uma música très belle. Vale escutá-la.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Du Slam déjà: Grand Corps Malade

Descubro e conheço mais sobre Grand Corps Malade e trago aqui para fruição. Este é do seu álbum mais recente (Education Nationale — entrevista escrita e reportagem em vídeo). Pena que não encontrei com legenda, mas a sátira político-social é formidável, há de se dizer. É inteligente, sutil, poético e realista... proezas do Slam. Gosto disso!


Essa atividade é realmente lúdico-pedagógica. Acabo descobrindo coisas novas, aprendendo e conhecendo mais, e assim ampliando o raio da minha esfera musical.
Assim o é agora com Grand Corps Malade. Já ouvira rumores sobre, mas nunca fora impelido a ouvir, pesquisar...sabe quando não rola aquele ímpeto, aquela gana? então, foi meio assim. Tão somente ouvi falar, mas não tinha ideia se se tratava de um grupo musical, ou o que fosse. Sabia que tinha a ver com música e era francês. Só agora, porém, vim a descobrir um pouco mais sobre. E não desgostei não! senão teria vindo falar horrores. Mas como se o vê, venho apenas trazer à fruição; que com o tempo mais gosto, ou mais desgosto, há de vir. Por ora, limito-me a dizer que gosto.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Une découverte

Das novas sensações da música francesa atual, Coralie Clément se tem revelado uma gracinha. Mal a acabo de descobrir, e já suis tombé amoureux de la petite française. Qu'est-ce que c'est beau sa voix, de même que son chanter...
São várias as suas facetas. Do pop rock, passando pelo jazz e samba, à bossa nova! Estilos bem ecléticos conciliados numa mesma e meiga figura musical que responde por Coralie Clément. Enchanté! Ela é do tipo que canta e encanta. Sua voz suave abranda e relaxa, como em "L'ombre et la lumière".

Com esse "Samba de mon coeur qui bat", é pra brasileiro nenhum botar defeito. Meio bossa, um quê de samba e ainda sem perder o charme francês. J'adore!
O coração que bate em meu peito é brasileiro e samba, bien sûr. Mas me foi roubado, ou melhor, conquistado, por uma pulsão diferente, um afluxo que também é azul, branco e vermelho.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

À l'égard de la crise dans les médias: les journaux en papier


En éveillant une réflexion...

Encore une fois la multimedialité: c'est dans le twitter que j'ai eu l'accès à ce texte du blog "crise dans les médias". Bien que je fasse conscience que ce sujet-là est une question d'autre approche, il m'est arrivée une discussion, tout de même, assez répandue actuellement: le journal en papier disparaîtra-t-il au fur et à mesure que les nouvelles technologies de l'information jouent un rôle de plus en plus important?

Venue cette question, je me suis dit: bah! Ce n'est pas une nouveauté ainsi, au terme...

Le fait c'est que, plus étrange que cette réalité puisse nous paraître, elle est courante, et elle est là... en nous touchant directement.

Quand on parle de la fin du journal, ce moyen d'information qui fut longtemps le principal à travers duquel les gens s'informaient sur ce qui se passait autour d'elles, on voit qu'il ne l'est plus. Au moins, non plus comme avant.

Moi même suis l'un parmi de nombreux appartenant à cette génération qui change, parfois, le journal en papier pour un moyen davantage dinamique, réunissant des textes, des vidéos, des photos et tout ce qu'on peut imaginer dans un seul écran. C'est formidable la façon dont l'ordinateur et les technologies qu'il a introduites, dans l'ensemble, nous affectent au jour le jour, ainsi que le pouvoir qu'elles ont de modifier notre façon de concevoir le monde à l'égard de l'information.

Tout cela suffit, quand même! Vers où, en fin de compte, cette discussion nous amènera-t-elle? Or, la réponse on la sait bien: nulle part, quoi!

La question prépondérante peut-être soit que les journaux en papier doivent désormais partager leur place au terrain de la communication avec d'autres moyens qui augmentent de même leur importance auprès de la société — toujours dinamique, d'ailleurs. Et c'est tout. Les journaux ainsi ne finiront pas par terminer pour autant. Cela ne veut pas dire que, après des siècles d'existence, ils vont soudain disparaître.

Il y a un changement, bien sûr. Pourtant on ne va pas remplacer les journaux en papier pour quoi que soit-il, puisque — il ne faut pas oublier — l'information imprimée est encore celle qui durera le plus, qui ne s'éffacera pas tout à l'heure. Euh bien, pour presque conclure la confiance que j'y fais, les usages différents des moyens de communication nous offrent le pouvoir de choisir le plus convenable à chaque moment. C'est à dire que la diversité doit prévaloir, se faisant, chacun à leur tour, importants tous les moyens — des traditionnels aux plus nouveaux, papier et electroniques ensemble.

Tenez... certaines habitudes on ne les perd pas si facilement; et lire un journal que l'on puisse feuilleter au matin sans doute en est une.

En outre, pour l'instar, le bon et vieil journal en papier nous sert bien à n'importe quoi; il suffit de la créativité pour savoir qu'en faire.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

"Prenez soin de vous"

Como diz o presidente do Comissariado Brasileiro do Ano França.Br, Danilo Santos de Miranda,
"Sophie Calle é uma das artistas mais importantes da cena contemporânea francesa e mundial..."
Na exposição — apresentada em diversas plataformas multimídia —, a artista plástica traz à tona reflexões pertinentes sobre a vida contemporânea, as relações humanas entre os âmbitos público e privado. Suscita questões. Indaga. Propõe. Instiga.
Levanta uma multiplicidade de questões e perspectivas em foco num tema de tamanha relevância, que é as relações entre as pessoas. E, com isso, leva-nos a salutar reflexão da vida como ela é, com seus pluralismos, [a]diversidades e tudo o mais que a permeia.
Intitulada "Cuide de Você", a exposição de Sophie Calle está aberta à visitação até 07 de setembro no museu Sesc Pompeia - SP, e de 22 de setembro a 22 de novembro no museu de arte moderna de Salvador.
O vídeo faz ter uma noção mais ampla do que seja.

domingo, 9 de agosto de 2009

Mais intercâmbio cultural Fr.Br: ES et Poitou Charentes

Filtrando événements...
Fantastique! A cidade de Celles sur Belle, situada a 500 km de Paris, é patrimônio da humanidade tombado pela UNESCO.
É para lá que embarcam (de avião :P) 30 artistas, técnicos e produtores capixabas por ocasião do segundo festival de cultura e arte de L'Espírito Poitou, qui aura lieu entre os próximos 20 e 23 de agosto.
Informações completas no blog do evento.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Agenda: Cinéma

Dans cet énigmatique 07/08/09 (notez bien les numéros en ordre), j'y viens juste parler d'un film en langue française qui est en affiche au cinéma Metrópolis. Il s'appele "Caramel" et il s'agit d'un mélange de la comédie avec du drame. Je sais plus sur le film, y compris le résumé du scénario, ici.

Pour en avoir une idée plus concrète, voici quelque chose en images, mouvement et son.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

3 Meses de Olhar à francesa

Parfois, moi-même ai l'impression que ce que j'ai écrit ici dernièrement échape de fois à ce qu'avait été proposé initialement...

Mas, como tudo na vida, também o olhar à francesa tem vivido um processo de amadurecimento, fruto do modo como seu autor percebe a realidade blogueira e frui desse recurso que se lhe tem revelado uma ferramenta muito interessante.
É nessa sensação de estar aberto a mudanças que penso hoje em novas possibilidades e, quiçá, projetos para o que seria uma segunda parte de existência deste dispositivo. Digo-o, pois o devir me é tout à fait algo amorfo. É por que reticencio esse post e o recheio de subjuntivos...São as incertezas do devir.
Saindo da parte mais [presumidamente] filosófica da coisa, o olhar era outro, o contexto, diferente. Há exatos 90 dias — velinhas pro aniversário de 3 meses desse "garboso"(essa palavra sempre me lembra a Raisa) blog :P — ele surgia de um ímpeto criativo, forjado pelo dever, pondere-se, e hoje, aliás, tem quase um valor sentimental [contenha-se as lágrimas, detesto homenagens, todo mundo sempre se emociona e cria aquele clima nostálgico e saudosista, piegas...].
Como dizia, nesses 3 primeiros meses o clima foi um tanto pesado. Escrevia sob coação e tinha prazos para postar determinados formatos e linguagens (pronto, falei). A experiência se entrincheirou. Entretanto, houve bastante variedade. Postei textos informativos, notas, comentários, fait-divers, crônicas, entrevista, narrativa em slide, e até me aventurei a fazer um vídeo. Não fosse o dever-fazer, é certo que jamais o teria feito. Fato.
Mas agora que essa pressão se esvaiu num eflúvio, liberté; je n'ai mot que liberté. Agora, posso alçar voos mais ousados e fazer desse espaço, quem sabe, mais eclético. É bem provável que venha a criar um outro blog, de generalidades, onde possa escrever sobre coisas as mais variadas; que não me prenda a uma única temática.
Por ora, dedico meu cuidado a este aqui, com o apreço e afinco que me forem possíveis numa nova etapa, marcada pela liberdade de expressão.
Escrevo ainda sobre o que estiver relacionado ao Ano da França no Brasil, no meu ver. Porém, doravante, não só.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Art Moderne et Contemporaine

05, 12, 19.
Não, não estou louco. Grave bem esses números. Sobretudo se você está em Vitória-ES e se interessa por arte. É que nos dias 05, 12 e 19 de agosto haverá abordagens sobre Arte Francesa Moderna e Contemporânea na Aliança Francesa de Vitória, das 8h às 19h. On n'oserait perdre ça!

domingo, 2 de agosto de 2009

Jean-Marie Vianney, un exemple de prêtre

Católico que sou, cá estou a lembrar São João Maria Vianney, cujos 150 anos de falescimento são lembrados pela Igreja neste domingo, o dia do Padre.

Há dois aspectos de relevância. O primeiro deles é que este XVIIIº Domingo do Tempo Comum, na liturgia da Igreja Católica, é o primeiro do mês de agosto — no qual celebramos o mês vocacional. O segundo é que, conforme o papa Bento XVI instituiu, entramos no Ano Sacerdotal (até junho de 2010), justamente por ocasião dos 150 anos da morte do Padre João Maria Vianney, considerado o patrono dos párocos.

Nesse contexto, somos convidados a refletir o papel da vocação religiosa no seio da Igreja e no mundo. Na missa de hoje, o padre lembrou que muitos desses vocacionados, que dedicam sua vida ao trabalho pastoral, são muitas vezes esquecidos pela sociedade; muitas vezes envelhecem desassistidos, depois de dedicarem longos anos de suas vidas assistindo os necessitados. Triste é essa realidade de muitos dos poucos sacerdotes que temos (pouco mais de 18 mil, num país de 155 milhões de católicos — enquanto na Itália há um padre para mil fiéis, no Brasil, país mais católico do mundo, a discrepância chega aos patamares de um padre para cada 10 mil pessoas).

É ocasião também de os valorarmos mais, bem como orarmos pelos que recebem o chamado de Deus à vocação sacerdotal, que não é nada fácil. Uma vida de despojamento e dedicação às ovelhas que pastoreiam pela causa do Reino.


Le Prêtre Vianney

Canonizado em 1924 pelo papa Pio XI, Santo Cura D'Ars (como também conhecido) nasceu na cidadezinha francesa de Dardilly, nos arredores de Lyon, em 1786. Viveu naquele contexto de fins do século XVIII (contexto de agitação e intensos movimentos políticos — Revolução Francesa e desdobramentos) e século XIX. Fruto de uma pacata família de camponeses, num lar humilde e devoto, fez-se padre.

Com efeito, sabemos que na França desse período já havia uma mentalidade fortemente influenciada pelo Pensamento Iluminista; um contexto desafiante para a vida sacerdotal. Vianney sofreu com a repressão religiosa, contudo resistiu piedosamente e teve uma vida santa, servindo de exemplo de sacerdócio e construindo uma bela missão religiosa na cidade de Ars — daí o nome Cura D'Ars.

Na certeza de que, junto aos outros santos da Igreja, Vianney também está na presença celeste, contemplando a face do pai, fica a exortação: São João Maria Vianney, Rogai por nosso clero!